NOTA IMPORTANTE!


A intenção desta publicação é tão somente a de esclarecimento, especialmente aos nossos consumidores e seguidores, a respeito dos recentes acontecimentos que envolvem uma prestigiada cervejaria mineira. Não visamos com isso o sensacionalismo nem a auto promoção, tampouco denegrir a imagem da marca.

Nos últimos dias o Universo Cervejeiro recebeu uma triste notícia: A possibilidade de um surto da chamada síndrome nefro neural, que atingiu mais de uma dezena de pessoas no Brasil tendo causado ao menos 4 mortes, ter se originado da contaminação de uma cerveja produzida em Minas Gerais pela substância "dietilenoglicol".

O fato teve grande repercussão em todo o território nacional e infelizmente muita desinformação foi propagada. Parte da imprensa, seja por desconhecimento das especificidades do processo de produção cervejeiro, seja por puro sensacionalismo, acabou por associar a substância tóxica em questão à Cerveja Artesanal como um todo, o que é um absurdo. A situação tomou tamanha proporção que não apenas recebemos em nossas redes sociais mensagens de pessoas assustadas e com dúvidas sobre o ocorrido, como também nas ruas fomos questionados por pessoas que indagavam se o mais seguro não seria deixar de beber cervejas artesanais em geral e passar consumir apenas as cervejas comuns que há poucos anos monopolizavam o mercado. Esse temor se originou principalmente pela maneira irresponsável e confusa com que alguns veículos noticiaram os fatos, então decidimos te ajudar a entender melhor o tema e acabar com algumas preocupações desnecessárias.

O que é o "Dietilenoglicol" e por quê ele poderia ser usado em uma Cervejaria? O dietilenoglicol é um solvente tóxico que possui diversos usos industriais. Por possuir propriedades anticongelantes, poderia ser usado em uma cervejaria nos equipamentos de resfriamento, sem nunca entrar em contato com a cerveja. Diluído na água ele permite que a mesma suporte temperaturas abaixo de 0°C sem congelar. Essa água extremamente gelada percorre as serpentinas dos tanques, mantendo a cerveja refrigerada.

Outro momento em que poderia ser utilizado é na fase de resfriamento do mosto após a fervura. Um processo semelhante ocorre, mas aqui é o mosto quente que percorre um sistema de placas abastecido pela água gelada e por meio da troca de calor sua temperatura cai abruptamente, chegando aos fermentadores na temperatura ideal exigida pelas leveduras para que se inicie a fermentação.

Aqui também não há qualquer contato do mosto com o líquido gelado, estão separados por tubulações de aço inox.

No entanto, o dietilenoglicol não apenas é uma substância venenosa como também é extremamente cara.

O mesmo efeito anticongelante pode ser obtido utilizando-se etanol, que é muito mais barato e não é tóxico; e é a prática comumente adotada. O uso de uma substância cara como o dietilenoglicol faz muito mais sentido em uma grande cervejaria, do que nas verdadeiras Cervejarias Artesanais como erroneamente alguns veículos noticiaram.

Não existe qualquer relato de outro caso semelhante a esse no mundo.

As investigações ainda não foram concluídas e há um grande mistério acerca do que possa ter acontecido, a polícia trabalha inclusive com a hipótese de uma sabotagem, portanto seria leviano fazer qualquer suposição a respeito de como teriam ocorrido tais contaminações pela substância, contudo, gostaríamos de ressaltar que a Cervejaria Red Door, assim como a maioria das cervejarias artesanais do Brasil, NUNCA utilizou o dietilenoglicol em sua fábrica. As serpentinas dos nossos fermentadores são refrigeradas por Etanol e Água em uma proporção de 30% e 70% respectivamente.

O resfriamento do mosto é realizado com ÁGUA gelada PURA. Salientando que em ambos os casos nunca há qualquer contato da cerveja ou do mosto com a água da refrigeração.

Já nossas cervejas são produzidas sempre com a água fresca, extraída do subsolo da Fazenda com autorização da CETESB e tendo sua qualidade comprovada por exames laboratoriais, ainda é triplamente filtrada antes de chegar às tinas cervejeiras. Nenhuma água da produção cervejeira é reutilizada de onde quer que seja ou possui outra origem que não essa.

Os únicos ingredientes utilizados são água, malte e lúpulo, e em alguns rótulos a jabuticaba e o cacau. Nenhum tipo de conservante, estabilizante ou qualquer produto químico está presente em nossas bebidas.

Vale salientar que o dietilenoglicol nunca foi e nunca será um ingrediente em qualquer cerveja do mundo, não possuindo este produto qualquer relação com o universo das Cervejas Artesanais.

Cerveja Artesanal é cultura, cor, sabor e paixão! Você pode ficar tranquilo para beber sua Cerveja Artesanal favorita sem qualquer preocupação, evitando apenas, como foi a recomendação da própria Cervejaria Backer, que se evite neste momento o consumo de suas cervejas, que estão sendo recolhidas, até que tudo se esclareça.

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